jueves 30 de agosto de 2007

Os pobres mais saudáveis

Por Jeffrey D. Sachs. 27/08/2007
A expectativa de vida nos países mais ricos do mundo está em 78 anos, enquanto nos países menos desenvolvidos ela está em apenas 51 anos, e em meros 40 anos em alguns países africanos assolados pela Aids. Para cada mil crianças nascidas em países ricos, sete morrem antes do seu quinto aniversário; para cada mil nascimentos nos países mais pobres, 155 crianças morrem antes de completarem cinco anos.

Essas mortes não representam apenas tragédias humanas, elas também são calamidades para o desenvolvimento econômico, que reduzem sistematicamente o crescimento econômico e ajudam a manter os países mais pobres presos na miséria. Um número crescente de programas ao redor do mundo, porém, está provando que as mortes e as doenças dos pobres podem ser reduzidas radicalmente e velozmente com investimentos pontuais em programas de saúde pública.

Grandes vitórias foram obtidas nos anos recentes através do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária. O Fundo, criado há seis anos, ofereceu financiamento a mais de 130 países para intensificarem seus programas contra essas três enfermidades letais. Desde então, os programas do Fundo Global ajudaram quase um milhão de africanos a receber medicamentos anti-retrovirais para tratamento da Aids, financiou a distribuição de cerca de 30 milhões de mosquiteiros para combater a malária e deu apoio ao tratamento de aproximadamente dois milhões de pessoas com tuberculose.

A malária pode ser mantida sob controle decisivo através de mosquiteiros de camas, da pulverização de inseticidas em ambientes fechados e da fabricação de medicamentos oferecidos gratuitamente às pessoas pobres em povoados propensos à malária. Em apenas dois dias no ano passado, o governo do Quênia distribuiu mais de dois milhões de mosquiteiros para camas. Programas de distribuição em massa semelhantes também foram implantados na Etiópia, Ruanda, Togo, Níger, Gana e outros lugares. Os resultados são impressionantes. Os pobres usam os mosquiteiros de forma eficaz, e o fardo da malária declina rapidamente.

Da mesma forma, uma campanha liderada pelo Rotary International e vários associados praticamente erradicou a pólio. O número de casos ao redor do mundo a cada ano agora beira a casa das centenas, na comparação com dezenas de milhares, quando a campanha começou. O sucesso está sendo obtido mesmo nos lugares mais remotos e difíceis, como os Estados arruinados pela pobreza do norte da Índia.

Com efeito, a Índia está fazendo muito mais com sua impressionante Missão Nacional para a Saúde Rural (MNSR), que é a maior mobilização isolada de medidas de saúde pública no mundo. Um número assombroso de meio milhão de mulheres foi contratado recentemente como agentes comunitárias de saúde para criarem vínculos entre as famílias pobres e os postos de saúde públicos e os hospitais, que estão sendo aprimorados, e para aumentar o acesso das mulheres ao atendimento obstetrício de emergência para evitar mortes trágicas e desnecessárias no parto.

Os pobres morrem de causas conhecidas e identificáveis que em grande parte podem ser evitadas e tratadas a um custo muito baixo


Outro sucesso extraordinário na Índia é a assistência domiciliar segura prestada a recém-nascidos nos primeiros dias de vida. Atualmente, um número alarmante de recém-nascidos morre de infecções, de impossibilidade de amamentação materna nos primeiros dias ou de outras causas evitáveis. Através da capacitação das agentes comunitárias de saúde, a MNSR obteve uma redução admirável nas mortes de recém-nascidos nos povoados indianos.

Todos esses programas desmentem três mitos amplamente aceitos. O primeiro é que o fardo da doença entre os pobres seria de certa forma inevitável e inescapável, como se os pobres estivessem fadados a adoecer e morrer prematuramente. Na verdade, os pobres morrem de causas conhecidas e identificáveis que em grande parte podem ser evitadas e tratadas a custo muito baixo. Não há desculpa para as milhões de mortes causadas pela malária, Aids, poliomielite, sarampo, diarréia ou infecções respiratórias, ou para que tantas mulheres e crianças morram durante ou após o no parto.

O segundo mito é que a ajuda dos países ricos é inevitavelmente desperdiçada. Essa falácia é repetida tão freqüentemente por líderes ignorantes nos países ricos, que se tornou uma importante barreira ao progresso. Os ricos gostam de culpar os pobres, em parte porque isso reduz a pressão sobre eles e em parte porque isso lhes confere uma sensação de superioridade moral. Os países pobres, porém, são capazes de estabelecer programas de saúde pública eficazes velozmente quando são ajudados. Histórias de sucesso recentes se tornaram possíveis através de uma combinação de aumento nos gastos dos orçamentos dos países pobres, complementados com ajuda vinda dos países ricos doadores.

O terceiro mito é que salvar os pobres piorará a explosão populacional. Mas as famílias nos países menos desenvolvidos têm muitos filhos - uma média de cinco por mulher - em parte porque o temor das altas taxas de mortalidade infantil os leva a adotar uma reação exagerada, compensando com a constituição de famílias grandes. Quando as taxas de mortalidade infantil caírem, as taxas de fertilidade tenderão a declinar ainda mais, já que agora as famílias confiam que seus filhos sobreviverão. O resultado será crescimento populacional mais lento.

Chegou a hora de cumprir uma promessa global básica - a de que todos, ricos e pobres - devem ter acesso a serviços de saúde básicos. Se apenas 0,1% da renda do mundo rico fosse dedicada a serviços de saúde salvadores de vidas para os pobres, seria possível elevar a expectativa de vida, reduzir a mortalidade infantil, salvar mães no parto, diminuir o crescimento populacional e impulsionar o crescimento econômico por todo o mundo pobre.

As histórias de sucesso na saúde pública para os pobres estão se multiplicando. Considerando-se o baixo custo e os enormes benefícios decorrentes do apoio dado a essas iniciativas, não existe nenhuma desculpa para a inação.

Jeffrey Sachs é professor de Economia e diretor do Earth Institute na Universidade Columbia.
© Project Syndicate/Europe´s World, 2007. www.project-syndicate.org

lunes 27 de agosto de 2007

Todos podemos ayudar a las personas que padecen hambre

Publicado en Infobae.com, 27 de agosto 2007


Contacto Solidario inició una campaña destinada a ayudar a los Bancos de Alimentos que funcionan en la Argentina con motivo del Día de la Solidaridad, que se conmemora hoy, día del nacimiento de la Madre Teresa de Calcuta.

Uno de los principales objetivos de esta acción es crear conciencia acerca de la problemática de miles de familias que actualmente padecen hambre y que necesitan de la ayuda de todos.

De acuerdo al INDEC el 40 % de los niños argentinos es pobre. Esto significa que miles de chicos no saben cual y cuando será su próxima comida.

Esta realidad convive con situaciones donde se pierden alimentos aptos para el consumo, que por distintos motivos no son comercializados. Para que esto no suceda los 14 bancos de alimentos que funcionan en Argentina generan a diario puentes para que esos productos lleguen a quienes lo necesitan.

Sostenidos a través del trabajo de cientos de voluntarios, los bancos de alimentos distribuyeron en el 2006 más de 4.350.000 kg de alimentos a través de 900 instituciones que brindan algún servicio alimentario a más de 130.000 personas.

Aunque la ayuda parece pequeña si se la compara con la cantidad de personas que se encuentran en emergencia alimentaria para muchos es la diferencia entre un plato lleno o vacío. Por eso todos aquellos que quieran sumarse a esta campaña pueden contactarse con el 011 4590 2021.

jueves 23 de agosto de 2007

Dan a conocer resultados de premio de artículo sobre Seguridad Alimentaria

Santiago de Chile, 22 de Agosto de 2007.
La Red de Investigación y Capacitación en Seguridad Alimentaria y Nutricional (REDSAN), a través de la Iniciativa América Latina y Caribe sin Hambre, tiene el agrado de anunciar los nombres de las propuestas de artículo de investigación sobre Seguridad Alimentaria que han sido seleccionadas como finalistas.

Debido a la gran cantidad de trabajos recibidos, y la calidad de los mismos, el jurado de este Primer premio anual a la Investigación en Seguridad Alimentaria y Nutricional se vio obligado a posponer este anuncio hasta el día de hoy. Tras dicho proceso, se amplió el número de finalistas de 10 a 15 trabajos, todos merecedores de participar en la segunda etapa. Para conocer los nombres de los trabajos seleccionados, haz click aquí.

Los autores representan un amplio abanico de naciones de la Región, así como una gama generosa de temas cuya contribución será clave para el desarrollo de estudios científicos relativos a la seguridad alimentaria y nutricional. La distribución de nacionalidades de todos los participantes en esta primera etapa es la siguiente:


Los trabajos que resultaron seleccionados para la segunda etapa deberán, de acuerdo con la Convocatoria, preparar su artículo Completo de Investigación, que debe ser entregado a más tardar el día 16 de septiembre de 2007.
De estos 15 finalistas, los cinco mejores recibirán la Medalla del Día Mundial de la Alimentación y cinco mil (5.000) dólares. Los otros cinco segundos mejores trabajos recibirán un premio de mil (1.000) dólares cada uno. Los diez trabajos seleccionados serán incluidos en una publicación de FAO, respetando la autoría de cada uno.
El fallo final será dado a conocer el día 16 de octubre de 2007 en la Sede Regional de FAO para América Latina y el Caribe.
REDSAN desea agradecer a todos los participantes por su entrega y dedicación en esta primera etapa.

Para mayores informes, revise la convocatoria completa aquí.

lunes 20 de agosto de 2007

Maestro tuvo que pedir préstamo personal para darles de comer a sus alumnos

Ocurrió en la escuela del paraje Pascha, en plena Puna salteña, donde funciona un comedor para los chicos de la zona, hijos de familias de escasos recursos. Como la partida de dinero no llegaba, el docente y director del lugar sacó un crédito de $ 1.000 en un banco y compró carne, pan y otros alimentos. El gobernador Romero, en diálogo con Clarín.com, prometió investigar el tema.


Nota publicada en Clarín.com (Argentina)
15-08-07
Jesús Rodríguez, corresponsal de Clarín en Salta

salta@clarin.com


El colmo de la burocracia: para dar de comer a sus alumnos en la Escuela Albergue 4599, ubicada en el paraje Pascha, en plena Puna salteña, su director Raúl López, único personal, tuvo que solicitar un préstamo personal de $1.000 en una entidad bancaria, con lo que compró carne, pan y alimentos no perecederos.


El insólito caso, que no tiene precedentes en Salta, se conoció ayer cuando Clarín.com habló vía celular con la esposa del director, Gloria de López, también docente, quien contó lo que debió hacer su marido para volver a la escuela de Pascha (Paz en voz quechua), con los alimentos para los chicos. De los mil pesos conseguidos, López separó $400 para pagar el viaje que ayer martes recién se concretó al conseguir una camioneta que le permitió llevar los alimentos hasta la escuela.

"El tenía que volver el lunes a la escuela, pero se quedó en Salta porque no le había salido la partida de dinero para comprar las cosas para el comedor del albergue. Fuimos al Banco Macro, y él solicitó un préstamos personal de $1.000, y con eso compró carne, pan, fideos, azúcar, yerba, leche y otras cosas", contó Gloria. La maestra agregó que "por ahora la escuela tiene 16 chicos, pero hacia el fin de semana la escuela va a tener 45 alumnos, según el relevamiento que hizo mi marido por los cerros". "Esto no puede ser, al maestro le tendrían que haber dado la partida para el comedir del albergue para que los chicos tengan desayuno, almuerzo, merienda y cena", sostuvo el gobernador Carlos Romero en diálogo exclusivo con Clarín.com. Cuando se le explicó que justamente el maestro se vio obligado a sacar el crédito porque no le habían dado la partida correspondiente, respondió: "Esta es la burocracia que nunca se acaba, pero mañana (por hoy) voy a pedir explicaciones sobre esta situación que me acabo de enterar por usted, porque nadie me dijo nada al respecto".

La escuela de Pascha funciona en dos ranchos de adobes con techos de chapas, mientras que el albergue está construido con materiales de cemento. Pascha está un valle ubicado a 3.800 metros de altura, donde dispersas entre los cerros viven diez familias de pastores de ovejas descendientes de los incas. Está a 120 kilómetros al oeste de la capital salteña, distancia que se recorre en cuatro horas y media sólo en 4 x 4, utilizando un camino consolidado (que trepa más allá de los 4.500 metros). Ese tramo lo hizo la empresa Teyma Abengoa, cuando hace unos años instaló las torres de alta tensión que llevan energía eléctrica desde Salta al norte chileno.

Sin embargo, los docentes que pasaron por esta escuela para volver los fines de semana a sus casas, tienen que caminar 8 horas por caminos de herradura entre los cerros, para bajar a la Ruta Nacional 51, y llegar a un puesto de la Gendarmería Nacional, en la Estación Ingeniero Maury, del Ramal C-14, donde espera la buena voluntad de alguien que la acerqué hasta por lo menos Campo Quijano. La escuela estuvo sin clases por lo menos durante 4 semanas debido a un conflicto administrativo. Como la anterior directora tenía "inasistencia" casi permanente, que según ella era debido a la participación en cursos de capacitación, las autoridades la sacaron del cargo y nombraron a López.

viernes 17 de agosto de 2007

Temblor en Perú causa inseguridad alimentaria


Las ciudades de Pisco, Ica y Chincha se enfrentan con falta de alimentos, sin servicios básicos y con las comunicaciones cortadas, al igual que la localidad limeña de Cañet, las más afectadas por el sismo de 8 grados Richter.


EFE

El Universal
Pisco, Perú
Viernes 17 de agosto de 2007


Los problemas de alimentación en las zonas afectadas por el gran terremoto que azotó Perú el miércoles se calcula que durarán más de una semana, dijo hoy el presidente del Congreso del país andino, Luis Gonzales Posada.
La distribución de la ayuda a los damnificados "demanda una gran organización, por lo menos vamos a tener (durante) una semana, unos diez días, problemas de alimentación" , afirmó Gonzales Posada en Pisco a la cadena estatal TV Perú.
Las ciudades de Pisco, Ica y Chincha, en el departamento de Ica, se encuentran con escasez de alimentos, sin servicios básicos y con las comunicaciones cortadas, al igual que la localidad limeña de Cañete, que son las más afectadas por el terremoto.
El fuerte movimiento telúrico, que alcanzó los 8 grados en la escala Richter, ha dejado al menos 510 muertos, mil 500 heridos y 85 mil damnificados, según cifras preliminares de los bomberos.
Al respecto, Gonzales Posada comentó que las cifras que maneja es de más de 400 muertos y "podría aumentar por el volumen de heridos".
El Instituto Nacional de Defensa Civil (Indeci) también ha reportado 16 mil 669 viviendas destruidas en las regiones de Ica, Lima, Junín y Huancavelica.
La ayuda humanitaria empezó a distribuirse en la noche del jueves en Pisco, en medio de la oscuridad, y hoy se prevé que lleguen otros cargamentos de alimentos, además de un buque hospital, informó el presidente del Congreso.
Envíos de ayuda procedente de Bolivia y Colombia ya han llegado a la localidad de Pisco, donde hoy se espera que arribe también el apoyo de España y Chile, entre otros países.
Las autoridades señalaron que anoche repartieron en la zona unas cuatro toneladas de alimentos, así como 300 camas, 200 colchones, mil 200 mantas y 650 productos para higiene.
Mientras la ayuda sigue concentrada en Ica, Pisco, Chincha y Cañete, los vecinos de localidades andinas aledañas se quejaron hoy, a través de llamadas a emisoras radiales, de que han sido abandonados.
El Gobierno de Perú ha convocado para hoy a los organismos de cooperación internacional inscritos en el país para coordinar la asistencia a los damnificados por el terremoto.
En la cita participarán representantes de las embajadas de Francia y Japón, la Organización de Estados Americanos (OEA) , la Organización Internacional para las Migraciones (OIM) y la Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO).

jueves 16 de agosto de 2007

Video Contra el Hambre

miércoles 15 de agosto de 2007

Entrevista con José Graziano da Silva sobre la Iniciativa

1-¿Se puede alcanzar la meta de una América Latina sin hambre 2025?
Nosotros creemos en la capacidad de la región de América Latina y el Caribe de erradicar el hambre, habida cuenta de su enorme potencial natural, económico, humano y productivo, unido a la voluntad expresa de muchos de sus gobiernos. Por ello consideramos que es posible y necesario ser más ambiciosos y duplicar la apuesta del primero de los Objetivos de Desarrollo del Milenio de la ONU (ODM 1), que buscan reducir a la mitad el hambre en la región para 2015.

Según los últimos datos de FAO, existen 52 millones de personas subnutridas en América Latina , lo que representa el 10% de la población total. Esta cifra media esconde unas enormes diferencias entre países, en el continente más desigual del mundo. Mientras que Argentina apenas tiene un 2.4% de subnutrición, Haití tiene el 47% y Guatemala el 23%.

Si la región llegase a cumplir con el primer Objetivo del Milenio, todavía nos quedarían 26 millones de personas subnutridas, una cifra escandalosamente alta para que nos sintamos satisfechos con ella.

La reducción del hambre a sólo la mitad parece además un objetivo poco ambicioso y moralmente dudoso en una región cuya producción de alimentos es cuatro veces mayor que el consumo. Y no olvidemos que la seguridad alimentaria –contar con acceso a alimentos suficientes en cantidad y calidad- es un derecho de las personas que los Estados deben garantizar.

Es por ello que planteamos esta Iniciativa, puesto que con un esfuerzo suplementario en un período de tiempo un poco más largo, podamos conseguir la eliminación total del hambre en la región de América Latina y el Caribe.




2-¿Que consecuencias tendría la erradicación del hambre en la región?

Todas ellas positivas: la reducción del hambre es una buena inversión económica a corto, medio y largo plazo porque repercute en un mayor crecimiento económico y en una mayor competitividad. Con una numerosa fuerza laboral desnutrida no se puede ser competitivo. Por ello los fondos asignados a la lucha contra el hambre han de ser vistos como inversión, no como un gasto social.

La erradicación del hambre favorece el desarrollo pleno de la democracia y la ciudadanía: con el estomago vacío no se participa. El hambre alimenta las tensiones sociales y repercute en la gobernabilidad y el pleno desarrollo de la democracia como sistema político.

Se deben hacer todos los esfuerzos para que las democracias latinoamericanas satisfagan las necesidades primarias de los ciudadanos, tales como la alimentación, la educación, la salud y la vivienda, a fin de evitar que la ciudadania termine deseando el retorno de modelos autoritarios de viejo cuño.

3-¿Porqué lanzar ahora este desafío?
Consideramos que es el momento adecuado. América Latina vive un momento de crecimiento económico que no experimentaba hace dos décadas (con un crecimiento medio superior al 4% anual). Además, las elecciones de 2005-2006 han colocado nuevos gobiernos al frente de sus países que están revalorizando las cuestiones sociales, colocándolas en muchos casos por delante de los temas económicos o de seguridad.

Se está produciendo un giro de largo alcance en el papel del Estado como conductor de la política y la economía del país, y no como mero ente regulador. El Estado está recuperando espacios perdidos en los 90, con una mayor participación para garantizar los derechos mínimos de sus ciudadanos, y como responsable de una mayor cohesión social: mejor reparto de beneficios y red de protección social más inclusiva.

América Latina y el Caribe tienen la capacidad para erradicar el hambre ahora. Hay que movilizar a la sociedad en su conjunto para terminar con el hambre, pues es un objetivo moralmente incuestionable y alcanzable en esta generación.

4-¿En que consiste la iniciativa "América Latina y el Caribe sin Hambre 2025" impulsada por la Oficina Regional de la FAO que usted dirige?"

La Iniciativa fue propuesta por el Presidente Lula y su homólogo de Guatemala, Oscar Berger, en octubre de 2005, durante una reunión de la FAO en la cual sus países miembros decidieron desarrollar acciones concretas con un objetivo: erradicar el hambre y garantizar la seguridad alimentaria y nutricional de todos habitantes de los países de América Latina y el Caribe, reforzando los Objetivos de Desarrollo del Milenio (ODM) hasta el 2015 y más allá si fuera necesario.

Para ello será necesario apoyar el desarrollo de políticas públicas y programas para erradicar el hambre mediante compromisos de Estado -representado por el Gobierno, el Congreso, la sociedad civil y el sector privado-, que se traduzcan en una institucionalidad de la seguridad alimentaría y nutricional y en la implementación de un Plan de Acción con una asignación de fondos presupuestarios acordes con la magnitud del problema en cada país. De hecho, uno de los objetivos explícitos del proyecto es plasmar la movilización política contra el hambre en una mayor asignación de recursos financieros, humanos e institucionales.

Esperamos contar con apoyo presupuestario procedente de la Ayuda Oficial al Desarrollo, que en ciertos casos, podría ser canalizado a través de la FAO y sus programas de apoyo a países. La iniciativa cuenta ya con el apoyo generoso de diversos donantes, entre ellos España.

Aunque la Iniciativa ALCSH tiene una cobertura regional, en su inicio concentrará sus esfuerzos en los países con mayor índice de subnutrición, como Haití, Guatemala, Nicaragua o Ecuador y se dará prioridad a la lucha contra la desnutrición crónica infantil,

5-¿Qué puede aportar Brasil a la iniciativa?

El éxito alcanzado por el programa “Fome Zero” puede ser muy útil a la iniciativa ALCSH. La experiencia brasileña nos indica que los objetivos que aglutinan a toda la población, y en la cual todos y cada uno de los ciudadanos se sienten parte cuentan con más apoyo popular. Son menos cuestionados y mejor entendidos.

El presidente Lula, impulsor de “Fome Zero”, ha apoyado desde el principio el proyecto ALCSH, que ha defendido en diversos foros internacionales como elemento dinamizador de la cooperación y desarrollo en la región. En su reciente visita a la sede regional de la FAO en Santiago de Chile, Lula convocó a todas las naciones a comprometerse en la lucha contra el hambre e insistió en que el siglo XXI “es el siglo de Latinoamérica”, en el que la región se posicionará como una potencia del desarrollo y del impulso económico a nivel global.

El apoyo de Lula se inscribe en los esfuerzos que realiza el Quinteto contra el Hambre, en el que hay tres países Iberoamericanos: Brasil, Chile y España.

miércoles 8 de agosto de 2007

Comer es nuestro derecho

América Latina y el Caribe caminan lenta pero decididamente hacia la institucionalización del Derecho a la Alimentación. Varios países de la región ya han desarrollado o se encuentran impulsando el Derecho a la Alimentación como parte de una Política Nacional de Seguridad Alimentaria. Brasil, Guatemala y Ecuador cuentan con leyes que impulsan un Sistema Nacional de Seguridad Alimentaria. Argentina, a partir de la ley que crea el Plan Nacional de Seguridad Alimentaria “El Hambre más Urgente”, ha desarrollado un programa nacional de nutrición y alimentación. Por su parte, Perú y Bolivia han presentado decretos que promulgan el derecho a la alimentación con actores y responsabilidades claras. Panamá y México han lanzado sus proyectos de ley definiendo el derecho a la alimentación y seguridad alimentaria.

Sin embargo y pese a los avances, es importante reconocer que el respeto a la legalidad se ha convertido en fuente de muchas discusiones en la región. Existen leyes que no se ejecutan, no se cumplen, o simplemente no se respetan. Hay una clara ausencia de derechos mínimos como el contar con alimentos de calidad, leyes que aseguren justicia para la mujer en la sociedad o protección social para los más pobres. Todos los países de la región tienen una historia que contar en relación a este tema. Los grupos vulnerables de América Latina y el Caribe sufren las consecuencias de una desigualdad despiadada, donde la norma y la ley simplemente no forman parte de sus redes de protección. La Región cuenta con un historial vergonzoso en lo que relativo al respeto a la legalidad.

No cabe duda de que el fortalecimiento de las instituciones, la coordinación y estrategia de agentes públicos, privados y de la sociedad civil, el establecimiento de responsabilidades claras y la identificación de agentes públicos del derecho a la alimentación son un avance. Pero la práctica del Derecho a la Alimentación implica también una voluntad política desde y hacia la sociedad; un compromiso mayor de parte de las autoridades de velar por el cumplimiento de ese derecho a través del desarrollo de políticas públicas y objetivos específicos que puedan ser medibles y evaluables.

Asimismo, este derecho debe ser demandado por la sociedad. Es responsabilidad de los ciudadanos el exigir un mínimo de tres comidas de calidad al día. Educación para el conocimiento de sus derechos, pero también educación para la nutrición y la salud. Educación para exigir establecimientos educacionales y viviendas dignas, educación para demandar carreteras y vías expeditas y transitables, educación para contar con un transporte decente, educación para optar a una protección social adecuada y educación para recibir servicios básicos mínimos, para optar a un sistema nacional de seguridad alimentaria de calidad.

La institucionalización del derecho a la alimentación abre una oportunidad de practicar los derechos ciudadanos y el compromiso político efectivo, dos instancias que a través de la Iniciativa América Latina y Caribe sin Hambre queremos impulsar. Los avances logrados hasta el momento no son menores: cuatro países con leyes promulgadas, decretos y proyectos de ley que forman parte de un Sistema Nacional de Seguridad Alimentaria, y el establecimiento de organismos públicos responsables con presupuestos asignados. Lo importante es que estos países no sólo están impulsando marcos legales, sino que trabajando para hacerlos respetar e integrándolos como parte de un sistema nacional de seguridad alimentaria como parte de su esfuerzo para terminar con el hambre.

Y el momento es ahora. Necesitamos del compromiso político, judicial, parlamentario y de la sociedad civil en su conjunto, pero también necesitamos del compromiso de organismos internacionales, ONGs, y de la cooperación de los países para convertir el paradigma legal en una realidad concreta para la Región.

Alejandra Ortiz Niño de Zepeda, Consultora de Apoyo y Seguimiento de Seguridad Alimentaria en la Iniciativa América Latina y el Caribe sin Hambre

lunes 6 de agosto de 2007

ODM: tan cerca, tan lejos

Estamos, en este momento, llegando a la mitad del periodo destinado para cumplir con los Objetivos de Desarrollo del Milenio (ODM), cuya fecha final es el año 2015. Las agencias de Naciones Unidas, junto con la mayor parte de los países del mundo, asumieron el reto - en el año 2000 - de no escatimar “esfuerzos para liberar a nuestros semejantes, hombres, mujeres y niños, de las condiciones abyectas y deshumanizadoras de la pobreza extrema”.
Desde que fueron adoptados, los ODM han sido un paradigma y, además, el marco fundamental del trabajo orientado al desarrollo en el mundo. Son un medio a través del cual los países colaboran en pos de un mejor futuro para todos.
Haciendo un balance de lo logrado, la ONU publicó un informe que espera demostrar los avances logrados así como los grandes retos que aún persisten. Dicho informe establece que, en el cumplimento del Primer ODM – Erradicar la pobreza extrema y el hambre – hay resultados contradictorios. La pobreza extrema, a nivel global, ha descendido en 19 por ciento; sin embargo, la mayor parte de ese progreso se debe al brinco económico de Asia Oriental, en particular de China.
Desde 1990, momento que se toma como referente para las mediciones, América Latina y el Caribe ha visto una mejoría importante en la cantidad de personas que sufren pobreza y desnutrición, pero es un avance insuficiente. De mantener este ritmo, algunos países alcanzarán el primer objetivo, pero muchos otros se quedarán rezagados. Adicionalmente, la desigualdad ha crecido en todo el mundo, incluyendo a esta Región. Eso representa un problema imposible de ignorar.
La Iniciativa América Latina y Caribe sin Hambre es parte de los esfuerzos de los países para alcanzar este primer objetivo y llevarlo más lejos. Un esfuerzo conjunto de las naciones – apoyando a las más rezagadas – es indispensable por el bien de todo el continente. Todas las naciones comprometidas con los ODM deben hoy apretar el acelerador y hacer un mayor esfuerzo, porque la pobreza y el hambre, en América Latina, no tienen ni pretexto ni razón de ser. Alcanzar los ODM 1 no es casi reducir el hambre. Es erradicarla.

viernes 3 de agosto de 2007

Puchero sagrado

jueves, 02 agosto 2007. Publicado en Tres puntos del Uruguay.
La seguridad alimentaria no es cuestión de idealistas fanáticos

Por Jorge Azziz

La estadística mundial es contundente y no deja lugar a dudas: la inseguridad alimentaria en el mundo es cada vez mayor. Esto quiere decir que un número cada vez más importante de personas no logra generar una dieta que permita cubrir sus necesidades nutricionales básicas, generándose así diversas situaciones de mala alimentación. Entre ellas el hambre.

Hay quienes opinan que el hambre es la manifestación biológica de una enfermedad social. Y es una definición compartible. Lo paradójico es que el otro factor de la ecuación, la disponibilidad de alimento, ha ido en constante aumento en las últimas décadas, al menos en cantidades producidas.
Muchas personas creen que todo este asunto de la seguridad alimentaria es una cuestión de idealistas fanáticos que insisten en denunciar que por detrás de los números, otra realidad se esconde. Lamentamos decir que es una percepción bien equivocada. Podrá -y es cierto- no integrar las prioridades de los gobiernos de esta parte del planeta, pero hay en el orbe organizaciones de indudable prestigio que se encargan de monitorear estas situaciones. Tal es el caso de la Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO por sus siglas en inglés). ¿Hay alguien que sin sonrojarse se anime a decir que es una estructura de desestabilizadores y fundamentalistas radicales? Más bien todo lo contrario. Sigamos entonces con lo que dice la FAO: “Por lo general se define la seguridad alimentaria como el acceso de todas las personas, en todo momento, a los alimentos que se requieren para llevar una vida saludable y activa”.(1)

De qué hablamos
Excluyendo algunas situaciones de hambre bien focalizadas que deberían estar adecuadamente diagnosticadas y atendidas luego de dos años largos de gobierno casi progresista, se puede afirmar que el Uruguay está padeciendo situaciones de inseguridad alimentaria que merecen que se tomen rápidas medidas. El Instituto Nacional de Alimentación (INDA) debería poder romper el brete en el que se encuentra metido y atender ese problema, algo que parece muy difícil por ahora porque la atención de la pobreza le está robando todas las fuerzas. El resto son declaraciones de intenciones que bien podrían presentarse en la próxima campaña preelectoral. “El principal determinante subyacente de la inseguridad alimentaria del hogar es la pobreza. Esta situación en Asia, África y América Latina, afecta a una gran parte de los habitantes en áreas urbanas y rurales. Se afirma que no todas las personas pobres se encuentran desnutridas, pero casi todas las personas desnutridas son pobres”.(2)
Para lograr la seguridad alimentaria tres elementos resultan indispensables: 1) abastecimiento suficiente de comestibles; 2) estabilidad en el suministro durante todo el año y de un año a otro y 3) acceso físico y económico a los alimentos, lo que requiere capacidad y recursos para producir u obtener todos los necesarios para el hogar y cada uno de sus miembros.

La de todos los días
Hay un aspecto de la seguridad alimentaria que es la que más nos preocupa hoy: la dimensión doméstica, el acceso diario al alimento de la doña que va con la chismosa al boliche del barrio o a la feria a dejar uno a uno en el mostrador los pesos de un bajo salario o menguada jubilación. Es ahí donde se está sintiendo la necesidad de intervención estatal que permita, sin demora, salir de la actual situación, que no es coyuntural y que llegó para quedarse. Debe de ser entonces pensada en el cortísimo plazo y, a la vez, en el largo.
Aumentar la disponibilidad de alimentos por encima del crecimiento de la producción de los productos agropecuarios tiene que ser la meta. Pero cuidado, no es lo mismo alimento que producto agrícola como nos han inducido a creer - equivocadamente (y en muchos casos intencionalmente)- los planificadores del desarrollo. Dudamos que torcer el actual presente esté en la agenda de nuestros gobernantes, se llamen Tabaré o Julio. El andar ha permitido batir varios récord de producción. Sin embargo, la gente se encuentra con la imposibilidad de mantener una dieta nutricional y culturalmente adecuada.
La problemática de la carne está en la discusión de todos los días, las verduras - entre otras cosas por motivos climáticos- se han vuelto mercadería de lujo y los precios de los alimentos provenientes de los cereales también se han disparado por efecto de la variación mundial del stock de granos y sus consecuencias: alza en la bolsa de Chicago y “rebote” (nueva palabreja mágica de los analistas económicos) en los países emergentes que tras muchos vericuetos provocaron el aumento del precio del fideo tipo “mostacholi” en el pueblo La Lechuza. Lo peor es que los vecinos, ignorantes, andan puteando al bolichero del lugar.
¿Será posible volver a comer un buen puchero con pirón como aquél de antaño si sólo baja el precio de la carne? Habrá que esperar. Mientras tanto, y aunque sea pa’ la cena, el café negro con fariña puede ser un sustituto.

(1) http://www.fao.org/index_es.htm
(2) FAO, Mejoramiento de la seguridad alimentaria en el hogar; en http://www.fao.org/sof/sofi/index_es.htm

miércoles 1 de agosto de 2007

Festival Icaro de cine


Con el objetivo de contribuir a la generación de conocimiento en materia de seguridad y soberanía alimentaria en Centroamérica, Ayuda en Acción otorgará un premio especial de 2.000 dólares a la obra audiovisual que mejor aborde la temática del hambre y la desnutrición. En el marco del convenio Soberanía Alimentaria en Centroamérica, se promueve este premio especial, englobado dentro de la décima edición del Festival Ícaro. Este premio se concederá el próximo mes de noviembre, momento en el que se celebra el X Festival Ícaro de cine y vídeo de Centroamérica, en Guatemala.
Este festival, que se ha convertido en una referencia en el país, incluye distintas categorías que abarcan los distintos formatos de realización audiovisual producidos en Centroamérica. Algunas de estas categorías son el largometraje y el cortometraje de ficción, el documental de autor, el documental educativo, el reportaje experimental, el spot publicitario o las obras de animación.
El jurado de este premio especial, patrocinado por Ayuda en Acción, PRESANCA, INCAP, y FAO-PESA, instituciones dedicadas a luchar contra el hambre en Centroamérica, no tendrá en cuenta el género o la nacionalidad del realizador para elegir ganador. El periodo de inscripción permanece abierto hasta el 15 de agosto de 2007.